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Como lidar com o diabetes na infância?

No Brasil, cerca de 10 milhões de pessoas têm diabetes e metade delas desconhece sua condição. Nas crianças e adolescentes, 95% dos casos são de diabetes tipo 1 - DM1 (o pâncreas não consegue produzir insulina, portanto, a glicose não pode entrar nas células e a taxa de glicose no sangue torna-se muito elevada). Não se sabe ao certo o motivo que leva ao pâncreas de algumas crianças pararem de produzir insulina, mas há uma tendência genética, que associada a fatores ambientais, pode causar a doença. Os principais sintomas de DM1 são excesso de fome e sede, perda de peso e urinar com frequência. Diante desses sinais, é fundamental consultar o médico (pediatra e endocrinologista).

Ele poderá avaliar a criança e, caso a doença seja confirmada, decidir qual é o tratamento mais efetivo e se incluirá ou não a aplicação de insulina. De qualquer forma, a automonitorização da glicemia, a educação sobre a doença, a prática de atividade física e o controle nutricional são medidas que fazem parte da rotina de uma criança diagnosticada com diabetes - o que acontece geralmente entre os 7 e 15 anos de idade. 

Neste contexto, o apoio e a orientação dos pais em relação a uma enfermidade que exige muita disciplina no controle é o que a fará se sentir amparada, além de tomar consciência sobre a importância de cuidar da própria saúde. Claro, não é uma fórmula mágica, dependendo do temperamento, nem toda criança vai aceitar ou entender exatamente o porquê de ela não poder consumir doces, refrigerantes e frituras como seus coleguinhas. Por isso, recomenda-se também um acompanhamento psicológico, pois é uma consciência que ela precisa adquirir para a vida inteira, já que o diabetes é uma doença crônica e sem cura. 

Esse processo educativo vale também para os pais, que devem evitar a superproteção e a ideia de que o filho viverá isolado. A informação é a principal arma para combater esse senso comum - tanto em si mesmo quanto nos outros. Os cuidados ainda precisam ser duradouros, mas os avanços no tratamento tornarão essa rotina mais leve, tanto no fator alimentação, quanto no tipo de insulina ou no tamanho da agulha para medir a glicemia, permitindo que a criança leve uma vida praticamente igual às demais.

Fonte: Medical Site

23 de Agosto de 2019

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